Por Ingrid Viana | Psicóloga especialista em altas habilidades | Revive Neuro
Quando uma família acompanha uma sessão do Modelo Denver pela primeira vez, pode ter a impressão de que a criança está simplesmente brincando. Há brinquedos, músicas, movimentos, trocas com o profissional e atividades que parecem fazer parte de um momento lúdico comum.
No entanto, existe planejamento por trás dessas interações.
No Modelo Denver para autismo, o brincar funciona como uma ferramenta para criar oportunidades de comunicação, interação social, imitação, aprendizagem e desenvolvimento da autonomia. Em vez de separar o momento da terapia das experiências naturais da infância, a abordagem procura inserir os objetivos terapêuticos justamente nessas situações.
Por isso, entender como o Modelo Denver funciona ajuda as famílias a perceber por que uma brincadeira aparentemente simples pode ter vários objetivos ao mesmo tempo.
O que é o Modelo Denver?
O Modelo Denver de Intervenção Precoce, também conhecido pela sigla ESDM, do inglês Early Start Denver Model, é uma abordagem voltada especialmente para crianças pequenas com transtorno do espectro autista.
Sua proposta combina princípios comportamentais e do desenvolvimento infantil dentro de interações naturais. Dessa forma, o profissional não trabalha apenas com tarefas estruturadas. Ele também aproveita brincadeiras, interesses da criança e situações do cotidiano para estimular habilidades importantes.
Isso significa que uma mesma atividade pode trabalhar diferentes objetivos.
Durante uma brincadeira com carrinhos, por exemplo, o profissional pode estimular a criança a compartilhar atenção, imitar uma ação, fazer um pedido, esperar sua vez ou iniciar uma interação.
Assim, embora a criança esteja brincando, o terapeuta observa cuidadosamente suas respostas e cria oportunidades de aprendizagem a partir delas.
Para qual idade o Modelo Denver costuma ser utilizado?
O Modelo Denver foi desenvolvido para a intervenção precoce, portanto costuma ser utilizado principalmente com crianças pequenas, especialmente na primeira infância.
Na prática clínica, ele pode aparecer com frequência no acompanhamento de crianças entre aproximadamente 2 e 5 anos, dependendo do desenvolvimento, das necessidades identificadas e da avaliação profissional.
No entanto, a idade, sozinha, não determina se uma criança deve realizar determinado tipo de intervenção.
Antes de definir o plano terapêutico, é importante compreender como ela se comunica, como interage, quais habilidades já desenvolveu e quais áreas precisam de maior suporte.
Além disso, falar em intervenção precoce não significa criar uma corrida contra o tempo.
Famílias que recebem um diagnóstico ou começam uma investigação mais tarde não devem interpretar isso como uma oportunidade perdida. O objetivo é oferecer suporte adequado a partir do momento em que as necessidades da criança são identificadas.
O que significa intervenção precoce no autismo?
Durante os primeiros anos de vida, a criança passa por um período intenso de desenvolvimento. Ela amplia a comunicação, aprende novas formas de interagir, desenvolve habilidades motoras, explora objetos, compreende rotinas e conquista gradualmente mais autonomia.
Por isso, quando uma criança com autismo apresenta necessidades específicas nessas áreas, uma intervenção precoce pode oferecer oportunidades estruturadas para trabalhar essas habilidades.
O foco não está apenas em ensinar comportamentos isolados. Pelo contrário, busca-se favorecer competências que a criança poderá utilizar em diferentes situações.
Entre elas estão:
- comunicação;
- interação social;
- atenção compartilhada;
- imitação;
- brincadeira;
- cognição;
- autonomia.
Ainda assim, cada criança apresenta um perfil próprio. Consequentemente, os objetivos precisam acompanhar suas características, necessidades e estágio de desenvolvimento.
Por que o brincar é tão importante no Modelo Denver?
Porque crianças pequenas aprendem muito enquanto interagem com outras pessoas e exploram o ambiente.
Nesse contexto, o brincar oferece diversas oportunidades de aprendizagem sem exigir que a criança permaneça constantemente em atividades formais ou desconectadas de seus interesses.
Imagine, por exemplo, uma brincadeira com bolhas de sabão.
A princípio, parece apenas uma atividade divertida. Entretanto, o profissional pode utilizá-la para incentivar a criança a olhar para o outro, pedir mais bolhas, esperar alguns segundos, imitar um gesto ou compartilhar a atenção sobre aquilo que está acontecendo.
Da mesma forma, brincar com blocos pode criar oportunidades para imitação, resolução de problemas e interação. Uma música pode estimular gestos, antecipação e comunicação. Já uma brincadeira com bonecos pode favorecer a compreensão de ações e situações sociais.
Portanto, brincar não representa uma pausa na intervenção. Dentro do Modelo Denver, o brincar faz parte da intervenção.
Isso também não significa que qualquer brincadeira produza automaticamente os mesmos resultados. O profissional precisa observar o comportamento da criança, conhecer seus objetivos terapêuticos e ajustar a atividade conforme as respostas que aparecem.
Se a criança está brincando, onde está a terapia?
A terapia aparece justamente na forma como o profissional conduz a interação.
Enquanto acompanha a brincadeira, ele observa quais habilidades a criança já apresenta, quais precisam de ajuda e quais oportunidades podem surgir naquele momento.
Por exemplo, se uma criança quer um brinquedo que está com o terapeuta, esse interesse pode abrir uma oportunidade de comunicação.
Dependendo do estágio de desenvolvimento, o objetivo pode ser estimular um olhar, um gesto, um som, uma palavra ou outra forma de comunicar o que deseja.
Quando a criança responde, o profissional adapta a interação e cria novas oportunidades.
Assim, existe uma sequência contínua de:
interesse da criança → interação → oportunidade de aprendizagem → resposta → adaptação do profissional.
Por isso, uma sessão pode parecer espontânea sem deixar de ter objetivos definidos.
Quais habilidades podem ser trabalhadas no Modelo Denver?
Os objetivos variam de criança para criança. Ainda assim, algumas áreas aparecem com frequência dentro do processo de intervenção.
Comunicação
Comunicação não significa apenas falar.
Antes mesmo do desenvolvimento da linguagem oral, uma criança pode aprender diferentes formas de expressar necessidades, iniciar interações e responder ao outro.
Por isso, durante as atividades, o profissional pode trabalhar habilidades como fazer pedidos, escolher entre opções, chamar alguém para compartilhar algo interessante ou responder quando outra pessoa inicia uma interação.
Além disso, conforme a criança se desenvolve, os objetivos também podem acompanhar novas necessidades de comunicação.
Imitação
A imitação ocupa um papel importante na aprendizagem infantil.
Ao observar e reproduzir movimentos, gestos, sons e ações, a criança amplia seu repertório e encontra novas formas de interagir com outras pessoas e com o ambiente.
Por esse motivo, uma música acompanhada de gestos ou uma brincadeira em que o profissional realiza uma ação com um brinquedo pode se transformar em uma oportunidade para estimular essa habilidade.
Interação social
Em algumas situações, a criança pode preferir brincar sozinha ou apresentar dificuldade para compartilhar uma atividade com outra pessoa.
Nesse caso, o profissional pode começar entrando gradualmente na brincadeira, acompanhando o interesse da criança e construindo oportunidades de troca.
Com o tempo, podem surgir objetivos como:
- compartilhar atenção;
- esperar a vez;
- iniciar uma interação;
- responder ao outro;
- participar de uma brincadeira conjunta;
- sustentar uma atividade compartilhada por mais tempo.
Novamente, o objetivo não consiste em obrigar a criança a interagir o tempo inteiro. A intervenção busca ampliar suas possibilidades de participação e comunicação.
Cognição
As brincadeiras também podem estimular habilidades relacionadas à resolução de problemas, associação, organização e compreensão das relações entre ações e consequências.
Montar uma sequência, encaixar peças, procurar um objeto ou descobrir como fazer determinado brinquedo funcionar pode envolver diversos processos cognitivos.
O profissional observa essas situações e ajusta o nível de desafio conforme a criança avança.
Autonomia
O Modelo Denver também pode incluir objetivos ligados às atividades cotidianas.
Dependendo da idade e das necessidades da criança, isso pode envolver aprender a fazer escolhas, participar de pequenas rotinas, guardar objetos, comunicar necessidades e realizar determinadas ações com menos ajuda.
A autonomia costuma surgir de maneira progressiva. Por isso, o profissional pode reduzir o suporte conforme percebe que a criança começa a realizar determinada habilidade com maior independência.
Como funciona uma sessão do Modelo Denver na prática?
Não existe uma sessão exatamente igual à outra, porque a intervenção acompanha tanto os objetivos definidos quanto o estado e os interesses da criança naquele momento.
Ainda assim, é possível imaginar uma dinâmica comum.
Primeiro, o profissional observa como a criança chega e quais atividades despertam seu interesse. A partir daí, entra na brincadeira e procura estabelecer uma interação positiva.
Durante essa interação, cria pequenas oportunidades relacionadas aos objetivos terapêuticos.
Se a criança gosta de uma determinada música, por exemplo, o terapeuta pode fazer uma pausa em um trecho conhecido e esperar uma resposta. Dependendo do objetivo, ela pode completar um gesto, produzir um som, olhar para o profissional ou solicitar que a música continue.
Em seguida, o profissional observa essa resposta e decide como avançar.
Em outro momento, uma brincadeira completamente diferente pode trabalhar a mesma habilidade. Dessa forma, a criança não aprende apenas a responder dentro de uma tarefa específica, mas encontra oportunidades de utilizar aquela competência em diferentes contextos.
Modelo Denver é apenas deixar a criança brincar?
Não.
Embora o brincar ocupe uma posição central, o trabalho exige planejamento, observação e acompanhamento.
O profissional precisa saber quais habilidades deseja trabalhar e, ao mesmo tempo, perceber quais oportunidades aquela criança oferece durante a interação.
Por isso, antes e durante o processo, ele observa aspectos como:
- habilidades já adquiridas;
- necessidades atuais;
- interesses;
- formas de comunicação;
- nível de ajuda necessário;
- respostas às estratégias utilizadas;
- evolução ao longo do acompanhamento.
Portanto, o brincar funciona como o meio pelo qual muitos desses objetivos aparecem.
É justamente essa combinação entre naturalidade e planejamento que caracteriza a proposta.
Modelo Denver é ABA?
Essa é uma dúvida frequente entre as famílias.
O Modelo Denver utiliza princípios derivados da análise do comportamento e, ao mesmo tempo, incorpora conhecimentos sobre desenvolvimento infantil e aprendizagem dentro de contextos naturais.
Por isso, embora existam pontos de aproximação com intervenções baseadas em ABA, os dois termos não devem ser tratados simplesmente como sinônimos.
No ESDM, há grande valorização da interação social, dos interesses da criança, das brincadeiras e das oportunidades que surgem durante atividades compartilhadas.
Além disso, tanto ABA quanto Modelo Denver abrangem muito mais do que a imagem de uma criança sentada diante de uma mesa realizando tarefas repetitivas.
Na prática, o mais importante para a família não é apenas o nome da abordagem, mas compreender quais objetivos serão trabalhados, como o profissional conduzirá a intervenção e como acompanhará o desenvolvimento da criança.
O Modelo Denver funciona da mesma forma para todas as crianças?
Não.
Duas crianças com o mesmo diagnóstico podem apresentar necessidades completamente diferentes.
Uma pode ter maior dificuldade para comunicar o que deseja, enquanto outra se comunica bem, mas encontra mais desafios para sustentar uma brincadeira compartilhada.
Da mesma forma, uma criança pode precisar trabalhar imitação e atenção compartilhada, enquanto outra apresenta objetivos relacionados principalmente à autonomia.
Consequentemente, aplicar exatamente as mesmas atividades e metas para todas as crianças iria contra a própria lógica de um acompanhamento individualizado.
A avaliação ajuda justamente a identificar quais habilidades já fazem parte do repertório da criança e quais devem receber maior atenção naquele momento.
Qual é o papel dos pais?
O desenvolvimento não acontece apenas durante o período em que a criança permanece na clínica.
Ela também aprende enquanto brinca em casa, toma banho, faz uma refeição, passeia, participa da rotina familiar e interage com outras pessoas.
Por isso, a orientação aos pais pode ajudar a levar algumas estratégias para situações cotidianas.
Isso não significa transformar os responsáveis em terapeutas.
Os pais continuam ocupando seu papel dentro da relação familiar. No entanto, quando compreendem melhor como a criança se comunica, quais situações favorecem sua participação e como criar pequenas oportunidades de interação, podem apoiar o desenvolvimento de maneira mais consciente.
Uma brincadeira em casa, por exemplo, pode se tornar uma oportunidade para esperar a vez. Durante uma refeição, a criança pode praticar escolhas ou pedidos. Já uma rotina de guardar brinquedos pode favorecer participação e autonomia.
São situações simples, mas que ganham outro significado quando a família entende o que está sendo trabalhado.
O Modelo Denver pode fazer parte de um tratamento multidisciplinar?
Sim. Dependendo das necessidades identificadas, uma criança com autismo pode receber acompanhamento de diferentes profissionais.
Psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, médicos e outros especialistas podem participar do cuidado, conforme cada caso.
Entretanto, reunir muitos profissionais não garante, por si só, um tratamento integrado.
Para que essa abordagem faça sentido, é importante que os objetivos conversem entre si e que cada especialidade compreenda as prioridades da criança.
Por exemplo, uma habilidade de comunicação trabalhada durante a psicoterapia também pode aparecer na fonoaudiologia e nas situações de casa. Assim, a criança encontra diferentes oportunidades para utilizar aquilo que está desenvolvendo.
Ainda assim, nem toda criança precisa de todas as modalidades terapêuticas. A definição deve partir das necessidades observadas.
É preciso ter diagnóstico fechado para procurar uma avaliação?
Uma família não precisa esperar todas as respostas para procurar orientação profissional diante de preocupações com o desenvolvimento.
Se os pais percebem dificuldades persistentes na comunicação, interação, comportamento, autonomia ou em outras áreas, uma avaliação pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo.
No entanto, buscar uma avaliação não significa automaticamente iniciar o Modelo Denver.
Primeiro, o profissional precisa conhecer a criança, seu histórico e suas necessidades. Só depois faz sentido discutir quais estratégias ou abordagens podem ser mais adequadas.
Essa diferença é importante porque o tratamento deve partir da criança, e não simplesmente do nome de uma metodologia.
Como saber se o Modelo Denver pode fazer sentido para uma criança?
Não existe um checklist que os pais possam preencher sozinhos para chegar a essa conclusão.
A decisão envolve diferentes aspectos, como:
- idade;
- estágio de desenvolvimento;
- formas de comunicação;
- interação social;
- maneira de brincar;
- autonomia;
- dificuldades atuais;
- habilidades já desenvolvidas;
- objetivos da família;
- outros acompanhamentos em andamento.
Além disso, esses fatores precisam ser observados em conjunto.
Uma criança pode ter a idade normalmente associada ao Modelo Denver e, ainda assim, apresentar necessidades que levem a equipe a priorizar outras estratégias.
Por isso, a avaliação individualizada ocupa um papel central.
Cada criança com autismo apresenta um perfil próprio de desenvolvimento. Uma avaliação ajuda a compreender quais habilidades precisam de maior suporte e quais estratégias podem fazer mais sentido naquele momento.
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O que esperar dos resultados?
É natural que os pais queiram saber quando a criança começará a apresentar mudanças.
No entanto, nenhuma intervenção responsável deve prometer um resultado específico ou estabelecer que todas as crianças seguirão o mesmo ritmo.
O desenvolvimento depende de diversos fatores, incluindo as características individuais, os objetivos terapêuticos e a forma como a criança responde às estratégias utilizadas.
Além disso, evolução não significa apenas alcançar grandes marcos.
Às vezes, mudanças importantes aparecem em habilidades que parecem pequenas para quem observa de fora: iniciar uma interação com mais frequência, comunicar uma necessidade de outra maneira, sustentar por mais tempo uma brincadeira compartilhada ou precisar de menos ajuda em determinada atividade.
Por isso, o acompanhamento deve comparar a criança com seu próprio desenvolvimento ao longo do tempo, e não com outras crianças.
A partir dessa observação, o profissional pode manter, adaptar ou redefinir objetivos.
O que acontece antes de iniciar o Modelo Denver?
Antes de pensar em atividades ou brincadeiras, é necessário conhecer a criança.
A avaliação pode reunir informações sobre:
- histórico de desenvolvimento;
- comunicação;
- interação social;
- forma de brincar;
- rotina;
- autonomia;
- comportamentos;
- escola;
- contexto familiar;
- tratamentos anteriores;
- habilidades já adquiridas;
- principais preocupações da família.
A conversa com os responsáveis tem um papel importante nesse momento, porque são eles que acompanham a criança em diferentes ambientes e situações.
Em seguida, o profissional consegue construir uma visão mais ampla e definir prioridades.
Portanto, o tratamento não começa escolhendo um brinquedo ou aplicando uma atividade pronta. Ele começa tentando compreender aquela criança.
Dúvidas frequentes sobre o Modelo Denver
O que é o Modelo Denver?
O Modelo Denver de Intervenção Precoce, ou ESDM, é uma abordagem voltada para crianças pequenas com autismo. Ele utiliza interações, brincadeiras e atividades naturais para trabalhar diferentes áreas do desenvolvimento.
Qual é a idade para fazer Modelo Denver?
A abordagem foi desenvolvida para a primeira infância e costuma ser utilizada principalmente com crianças pequenas. Ainda assim, a indicação deve considerar o desenvolvimento e as necessidades individuais, e não apenas a idade.
O Modelo Denver utiliza brincadeiras?
Sim. O brincar ocupa um papel central porque cria oportunidades naturais de comunicação, interação, imitação, aprendizagem e autonomia.
Modelo Denver é ABA?
O ESDM incorpora princípios da análise do comportamento e também uma perspectiva desenvolvimentista. Por isso, apresenta pontos em comum com intervenções baseadas em ABA, mas possui características próprias.
Os pais participam do tratamento?
A família pode receber orientações para compreender melhor os objetivos e criar oportunidades de desenvolvimento durante a rotina. Isso não significa que os pais precisem assumir o papel de terapeutas.
Toda criança com autismo deve fazer Modelo Denver?
Não. A indicação depende da idade, do estágio de desenvolvimento, das necessidades, dos objetivos e da avaliação individual.
No Modelo Denver, brincar também pode ser aprender
Para uma criança pequena, brincar, explorar, interagir e aprender fazem parte de um mesmo processo.
O Modelo Denver utiliza justamente essa característica da infância para criar oportunidades de desenvolvimento dentro de situações que façam sentido para a criança.
Assim, uma música pode estimular comunicação. Uma brincadeira pode trabalhar imitação. Um brinquedo favorito pode criar oportunidades de interação. Uma atividade cotidiana pode favorecer autonomia.
Entretanto, o que transforma essas experiências em intervenção não é simplesmente a presença do brinquedo.
É a combinação entre objetivos definidos, observação do desenvolvimento, interação e adaptação constante às respostas da criança.
Por isso, antes de escolher uma terapia pelo nome, o mais importante é compreender quem é aquela criança, quais habilidades ela já desenvolveu e onde precisa de apoio.
Recebeu recentemente um diagnóstico de autismo ou está buscando acompanhamento para uma criança pequena?
Na Revive Neuro, a avaliação considera o desenvolvimento, a comunicação, a interação, a rotina e as necessidades individuais antes da definição do plano terapêutico.
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