Por Dra. Lucia Sukys | Neurologista | Revive Neuro
Você já sentiu como se seus pés estivessem subitamente “colados” ao chão, mesmo quando sua mente comanda Se você acompanha alguém com Parkinson, sabe como é ver os pés colarem no chão no meio de uma caminhada. A pessoa quer dar o passo, você sabe que ela quer, ela sabe que quer, mas o corpo simplesmente não obedece. É frustrante, assustador e, muitas vezes, o momento em que o medo de cair começa a ditar a rotina da família inteira.
Esse fenômeno tem nome: Congelamento de Marcha (do inglês Freezing of Gait, ou FoG). E a boa notícia é que a ciência avançou muito na compreensão e no tratamento desse sintoma específico do Parkinson.
O congelamento não é falta de força. É uma falha de comunicação no cérebro.
Diferente do que muitos imaginam, o congelamento de marcha não acontece porque os músculos estão fracos. Os músculos estão lá, prontos para funcionar. O problema está na comunicação entre as áreas do cérebro responsáveis pelo planejamento e pela execução do movimento: elas simplesmente deixam de se entender.
O cérebro emite o comando “dar o passo”, mas o sinal não chega com clareza suficiente para iniciar o movimento. O resultado são aqueles episódios de travamento que duram segundos mas têm um custo alto: aumentam o risco de quedas, geram insegurança progressiva e reduzem a independência de quem convive com a condição.
Entender isso muda tudo. Porque se o problema está no cérebro, é no cérebro que o tratamento precisa atuar.
Como a neuromodulação age diretamente no circuito que falha
Técnicas como a tDCS (Estimulação por Corrente Contínua Transcraniana) e a EMT (Estimulação Magnética Transcraniana) atuam diretamente nas áreas do cérebro envolvidas no controle motor, fazendo com que os circuitos afetados pelo Parkinson funcionem de forma mais eficiente.
Na prática, o que muda para o paciente:
- Início da marcha mais fluido, com menos travamento ao levantar ou mudar de direção
- Organização do comando motor, ajudando o cérebro a coordenar melhor a sequência de movimentos
- Redução da frequência dos episódios de congelamento ao longo do tratamento
O mecanismo por trás disso é a neuroplasticidade: ao receber o estímulo certo, o sistema nervoso começa a criar rotas alternativas para realizar movimentos que antes estavam bloqueados. O cérebro aprende novos caminhos.
Neuromodulação + fisioterapia neurológica: por que a combinação faz diferença
A neuromodulação prepara o terreno. A fisioterapia colhe o resultado. Essa não é uma metáfora, é o que os estudos mostram.
Quando o paciente realiza a sessão de neuromodulação antes da fisioterapia, o cérebro chega ao exercício mais receptivo ao aprendizado motor. Os neurônios estão estimulados e mais propensos a consolidar o que será praticado a seguir. Isso significa que o mesmo exercício fisioterapêutico, feito após a neuromodulação, produz ganhos maiores e mais duradouros do que feito isoladamente.
Na prática da sessão combinada:
- Neuromodulação ativa as áreas do controle motor e reduz a inibição dos circuitos afetados
- Fisioterapia neurológica trabalha ritmo dos passos, equilíbrio, estratégias para superar bloqueios e treino de marcha em diferentes situações do dia a dia
Os ganhos vão além do físico. Quando o paciente começa a confiar que consegue dar o passo, o medo de cair diminui. Pacientes que antes evitavam sair de casa por insegurança voltam a se movimentar com autonomia. Isso transforma a rotina da família inteira.
Seu familiar tem Parkinson e está apresentando episódios de congelamento de marcha? Na Revive Neuro avaliamos cada caso individualmente para entender em que fase está a doença e qual protocolo de neuromodulação e fisioterapia faz mais sentido. Atendemos em Florianópolis e também online para famílias de outras cidades. 👉 [Agendar avaliação]
O cuidado integrado na Revive Neuro
O Parkinson não afeta só a marcha. Afeta a voz, a escrita, o equilíbrio, o humor e as funções cognitivas. Por isso o melhor tratamento é sempre multiprofissional.
Na Revive Neuro, a neuromodulação é integrada a um plano que pode incluir fisioterapia neurofuncional, fonoaudiologia, terapia ocupacional e neuropsicologia, todos coordenados para trabalhar os diferentes aspectos da doença ao mesmo tempo.
Cada plano é construído para aquele paciente específico: consideramos o tempo de diagnóstico, os sintomas predominantes, a medicação em uso e os objetivos reais para o dia a dia.
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